Víbora que parte para o além
Estridentes marcos de vilipêndio
Quer arrancar tudo, devorar terra
Osso é o alimento do escárnio
que brota de seu ventre.
Pútrida felicidade - acalma o vivente!
Pula, pula o intrépido sobre o corpo inerte.
Quis ser como ela. Acabou se pendurando
A bancarrota não teve sentido algum
Queima a brasa para lhe iluminar o caminho
Arde a parte mais viril do teu corpo - faz arder, vai!
Enquanto o sol não vem, só há o pecado a cometer
O brilho da lua tem o sermão enternecido
Em dias cinzas, qualquer metáfora é amor
Jogou, pela janela da mente, o quente travesseiro
Não dorme nunca mais, delira!
Escolhe o sangue que mais lhe apetece
O coração cora, quer fugir - brame o nome do pecado!
Árvore aquietante do desejo, galhos alboreais
Química insana da poesia, jamais é dita
Verbo do amor é calor! Não pense, deite!
O relógio marca o tempo, loucura.
O estranho se esgotou durante a maldição heroica
Na dimensão trépida me seduz!
- Voltei a sonhar como se estivesse acordado. Hoje sonhei com muita felicidade.
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