se a encontrou, ela nunca te esquece
a poesia é o vento que bate
naquela tarde inesquecível
e te recorda os amigos, parentes, pessoas
indeléveis na alma, nos sentimentos, nos afetos
poesia é doçura, é encanto, é forma, é inspiração
não há tempo nem espaço pra tudo
o que se sente pela poesia
haverá um canto especial, ali no final da praia
onde nos encontraremos,
pra reunir essa gente que é vida
é piração, é loucura, é paixão, ali
onde o rio se torna mar, o mar em rio
não há tempo e espaço, nem poder
sou eu e você, então, nós, sem idade e orientação
qual o sentido da paixão? escolha
o puro desejo - não existe tempo, qual a razão?
ambivalências, esqueça! no travesseiro há mais sonhos
imóveis destinos empertigados
aquela capa é do interior, cinza, o sol nunca se pôs
agora sei, a luz é interior, nunca se apaga!
tinha angústias com os signos.
parar, marcar, exclamar, perguntar
nada vale ao final, se não há final
o oxigênio ainda serve, repara tuas veias!
o amarelo da cerveja bate, felina!
auditório cheio, é pra você? não.
esgrimiu a verdade, ela te relega o canto
ali onde estão teus amigos - prefiro o guarda-sol
cadê o verão? el niña, será verão de chuva e frio
saudades de brasília. meses de chuva, chuva.
ó, areias d'eu, aqueceis o cerrado em janeiro!
estamos todos nus, em canto de praia amiga!
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| zztossi, cep vinte mil, espaço cultural sérgio porto (26/09/2013) |

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