27.5.14

impecável

ando
corro
chego
voo
plaino
aterriso
decolo
derivo
equaciono
amo
falo
palestro
esquento
esfrio
dedico
oblitero
vou
não sei se volto
volto
fico
estaciono
deixo
pego
amplio
estico
cochilo
brigo (?)
viro
danço
cozinho
amparo
tento
nunca
desisto
queimo
quero

nada penso.

11.5.14

canceriano sem lar

nas tardes de frio
- um frio ameno,
de domingo -
eu sinto os ares
de outras cidades
- o cerrado de brasólea,
o concreto de sampa,
as dunas de floripa,
o gelo de poá,
as ladeiras de beagá... -
e, ao mesmo (cósmico) tempo,
me sinto tão em casa!

(ah, raul,
eis o canceriano sem lar!)

1.5.14

Destino, Mistério.

Entreguei-me ao Destino
e só observo.

Tento descobrir
o que acontecerá.
Não é adivinhação;
é leitura de sinais.

Uma folha que
cai.
Um vento leve que
passa.
Um calafrio que
atravessa.

Agora, o mundo é
mais delicado.
Eu sou mais o mundo
e menos eu.

Assim é abraçar
e se entregar
ao Mistério.