25.1.14

Meu mundo de ponta cabeça

Nenhuma Coincidência é por acaso.
- Seja bem-vindo!
- Gostei muito de vocês,
sinto-me em casa,
voando, planando.
Mágica, simples,
toda Magia,
o Saber Indiciário.
Meus magos, meus gurus,
estou completo!
O saber do Universo.
Em casa, planando,
os saberes estão por aí.
Entram e saem
pelo canto dos olhos.
E o que é a Natureza?
E o que é o Imaginário?
Agradeço por toda a Sensibilidade
que me foi dada.
Agradeço. Não há o que temer.
Viver. Viver o Segredo.
Sonhar. Sempre mais fundo,
como uma Mulher.
Com o Tempo, o que se abre,
cada vez melhor, com o Tempo...
E surge o Novo. Colorido.
Sem desculpas.
Infinito Colorido. E o Novo. 

 

Uma sensação por outra

    Contra o que eu tento lutar?
  A cor do papel é iluminada
     Vejo pelos cantos, sombras
 Me dizem encontros
         "Se entrega, meu bem!"
   Sorrateiramente...
             Procurando meu estilo
   O que sobra afinal?
        Excertos, puros excertos
    Excêntricos
             Luzes
                     Aparições
    Tudo tão luminoso
                     E perigoso
       O gozo
                   Agora vem a melhor parte
  Que cheiro bom!
                   Coloquei pra fora
   Gargalhadas  Gargalhadas  Gargalhadas

Cem cessar

Onde tudo isso vai parar?
Me diga, aonde vai?

Caio dentro de mim
e me descubro
cada vez mais.

Me descubro,
o cobertor sufoca,
o pensamento não para.

Quero mais
de mim mesmo.
Não há saída,
só entrada.

Um sufoco e uma alegria,
passo por tudo, amplio-me.

Em outros, sou tantos.
Desejo todos
para ser vários.

Quanto entusiasmo!
Não cessa.

Saio à noite,
o corpo fica, delira.
Vou, vou, encontro tantos
outros em mim.
Delírio, assim, viver...

(Aí eu não paro de escrever. O que há com as palavras que me assaltam tão insuportavelmente? Agora, por exemplo, eu preencheria o mundo com palavras. Como pode ser assim, se há pouco eu as tanto procurava?)

(ins)piração


 

23.1.14

Confiança

Sinto confiança para fazer tudo o que eu quiser. Tudo. Não que tudo vai dar certo. Mas eu farei. O que eu quiser. Confiante.

***

Esvazio meus pensamentos. E sigo. Um exercício para o ano. Sigo, esvaziando-me.

16.1.14

Silêncio (Escrito em casa de Mati)

Silêncio, o silêncio.
Este será o ano do silêncio.
E da delicadeza.

Não direi mais nada.
E sentirei tudo.
O essencial, o afeto.

Amarei e ponto.
O amor e nada além.
Só o amor.

Perceberei cada sutileza
de um dia de verão
- o mais quente -
ou de um dia de inverno
- o mais frio.

E não falarei nada,
não pensarei nada.

Serei leve
nas tardes mais pesadas.

Serei o mais quieto dos amigos
em suas falas mais desesperadas
de terrível dor.

Meus amigos não sofrerão.
Serão suaves,
como eu sou.

Com o silêncio e a delicadeza
serei eu, tão-somente eu,
o que desejo para o ano.

Silêncio, silêncio.

13.1.14

Escrito em casa de Pãe

Sampa, minha cidade.
Aqui, raiz.
És tão grande como eu sou,
infinitude de potências.
Compreendo agora:
como és o mundo,
sou do mundo.
Meu trampolim.
Caleidoscópica, sou muitos;
múltiplas, me amplia;
tantas, fácil perder-se...
Me perdi, não te perdi.
Estás em mim,
impossível esquecer.
Te reencontrei em mim
quando já não te queria.
Tens presença - és raiz.
Hoje sei como me impregnas,
(intenso contraditório da experiência)
és impulsora do desejo infinito.
Por ti sou forte!

7.1.14

Inquietudes

Você lá, eu aqui, infinito andar.
Distância que parece sem fim.
Se esqueço, na alma, todo teu calor,
só pelo longo completar estás em mim.
Te encontro onde o mar se faz revolto!

Um oceano é sempre mais vivo
que a escuridão de uma prisão.
Estamos libertos da tirania.
Nos amamos em convulsão.
O entre, por nós, é que faz o desejo.
Assalta o corpo e me liberta!

No coração e na mente,
um buraco enorme.
Talvez você também sinta.
Por vezes, não dorme.
Eis o que me liga a você!

Um vazio que não é falta.
Diferente da incompletude,
é do amor que nos assalta.
Essa abertura que é de inquietude.
Em redemoinhos nos encontramos!