o cabelo da paia
se espaia.
o milho se coze.
e em paia
se cose.
hóme,
não me atrapaia,
sem psicose!
a pamonha
e uma dose
de junuaria:
então, aí, se come!
(anotações: email pra mim mesmo; encontro: um meio pra mim; metade do mundo: meio, pra mim; introspecção: meio pra mim)
26.4.15
16.4.15
depois da meia noite
depois da meia noite é que eu começo a amar.
depois da meia noite é que eu vejo a lua.
lá pela quarta semana é que eu a vejo cheia.
depois da noite é que eu durmo.
enquanto eu durmo, eu sonho com a noite.
durante a noite, eu não me lembro do dia:
eu só me lembro d'ocê!
a noite finda, o primeiro raio do sol:
eu sou dia pra ser noite
e só estar com você!
depois da meia noite eu danço
uma dança inteira
que só acaba no amanhecê.
se eu fosse tua euforia
eu só seria noite
cem dias.
sou tua noite
teu amante.
15.4.15
Tu
14.4.15
moeda
refletindo sobre a moeda. sim, existe a globalização e toda essa dissolução das fronteiras entre os países. mas ainda existe a moeda. tem a internet fluizando muita coisa. comprar uma camisa lá do ecuador, num sítio da internet: bacana! porém tem a taxa de câmbio: elite brasileira reclamando da alta do dólar. (e o que há em jogo na "indústria" nacional-exportadora, que a "mídia" nem passa perto no debate atual?). mais aqueles 60% da taxa da receita - que chato! é, moeda é poder. lembrando josé luís fiori. estado nacional é poder. salve galeano! a proposta de uma integração regional é du caralho. a refletir.
8.4.15
Cidade, desejo
Desce pela escada,
tropeça na malemolência,
cai na lascívia:
o dia começa quente!
O decote da indecência
é abusado nesta cidade:
- Ela gosta,
abordada pelo ar libertino
que a espreita e conduz
o seu gozo mais íntimo.
tropeça na malemolência,
cai na lascívia:
o dia começa quente!
O decote da indecência
é abusado nesta cidade:
- Ela gosta,
abordada pelo ar libertino
que a espreita e conduz
o seu gozo mais íntimo.
5.4.15
1.4.15
Um pouco do Recôncavo Baiano
Salinas da Margarida
Aratuípe
Nazaré
Muniz Ferreira
Santo Antonio de Jesus
Conceição do Almeida
Castro Alves
Varzedo
abriu
março, março, março... o que foi março? o que foi o tempo? é o tempo. agora. só agora. passei, vi, senti, intensifiquei-me. nos. em espaços tão agora, mergulhados em poros, abertos ao todo, tão todos de nós mesmos que nos dilui em nuvens da janela do quinquagésimo andar do sonhar tão intenso desses dias de março. intensidades, aberturas, desventuras e tão agora, abril.
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