30.6.15

bumdinha

- por favor, estou procurando por uma bunda.
- ôxi, uma bunda?!
- é, uma bunda.
- ah... que pena, no momento não estamos vendendo...
- que pena...
- mas... podemos te dar!
- dar o que?
- a bunda!
- como assim?
- é, entregamos na tua casa.
- acho que você não entendeu direito...
- aproveita, tá na promoção!
- você não entendeu, eu não quero um cú, eu quero uma bunda!
- mas onde já se viu um cú sem bunda, ou uma bunda sema cú?!
- minha querida, eu só quero comprar uma bunda, um bumbum!
- bumbum?! cuidado, hein, isso é pedofilia...
- (puto)
- mas, me diga, pra que o senhor quer uma “bunda”?
- pra declamar a bunda do Drummond!
- reclamar da bunda do Drummond? Porquê? Era pequena, grande, tava apertada, larga??
- declamar uma poesia, uma poesia do Drummond!!!!
- ah... poesia, entendi... boa desculpa pra fazer um bacanal, hein! agora tô entendendo!
- tá, me desculpe, mas não quero mais a bunda, não quero mais o cú, o que for!
- meu lindo, aproveita, lembra de um ditado da minha terra: bunda dada não se olha o cú.
- e o que abunda não prejudica... me vou. Bumdinha, ops, bom dia!
- bom dia, bunda linda!

18.6.15

da chegada

estava em casa quando ele chegou
suposta ameaça de pânico, era o amor
em lentos passos lhe deu um beijo ao final
gritava como um louco, era pânico.