A que memórias se dedica?
Adentrou o fugidio buraco úmido
Eram só dois em dia de festa
O céu era mais intenso que o mar.
De cima, não há o que ver.
Amar, calcular, amar, esqueça!
Era o que era - mas é!
Queria, mas não sabiam - foram!
Até quando há de se lembrar?
(anotações: email pra mim mesmo; encontro: um meio pra mim; metade do mundo: meio, pra mim; introspecção: meio pra mim)
30.10.15
Madrileña II
Tranquilidade encravada
rejubila-se pelo seio
que a boca acaricia.
O picadeiro esquenta e o palhaço enlouquece
É madrugada de circo
A noite densa, o espírito liberto
Aventura-se na janela da aurora
o sonho que nunca deseja acabar.
Na grama da relva, o desejo repousa
A fatalidade e o nada
Palavras que não absorve - é fogo,
selva, paixão e intensidade: calor.
rejubila-se pelo seio
que a boca acaricia.
O picadeiro esquenta e o palhaço enlouquece
É madrugada de circo
A noite densa, o espírito liberto
Aventura-se na janela da aurora
o sonho que nunca deseja acabar.
Na grama da relva, o desejo repousa
A fatalidade e o nada
Palavras que não absorve - é fogo,
selva, paixão e intensidade: calor.
Madrileña I
Vejo agora a hora.
Corre pelo parque
em remissões do verbo
antes que possa chegar
instantes crédulos da alegria
sou quem te quero
e não quero.
Só por guardar a terra
que em nós alerta o frescor
de ser e crer em tudo.
Abandono o barco
e remo até o horizonte - sorrio!
Corre pelo parque
em remissões do verbo
antes que possa chegar
instantes crédulos da alegria
sou quem te quero
e não quero.
Só por guardar a terra
que em nós alerta o frescor
de ser e crer em tudo.
Abandono o barco
e remo até o horizonte - sorrio!
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