30.10.15

Madrileña II

Tranquilidade encravada
rejubila-se pelo seio
que a boca acaricia.

O picadeiro esquenta e o palhaço enlouquece
É madrugada de circo
A noite densa, o espírito liberto
Aventura-se na janela da aurora
o sonho que nunca deseja acabar.

Na grama da relva, o desejo repousa
A fatalidade e o nada
Palavras que não absorve - é fogo,
selva, paixão e intensidade: calor.

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