23.5.16

Febril

O gosto de tua carne
marca minha boca.

Por debaixo da pele
o calor de teus poros
ainda incendeia
a férrea libido.

Sendo suave
és doce e pimenta:
fazes arder papilas
que degustaram teu calor.

Não existiam caminhos abertos;
forjadas em intenso perder e descobrir,
trilhas de impossível mapear
desaguaram em conjunta perdição.

A febre que faz delirar,
não há antes nem depois
quando me vi picado
por teu incontrolável desejo.

Arder em ti,
ferver de amor.