13.1.14

Escrito em casa de Pãe

Sampa, minha cidade.
Aqui, raiz.
És tão grande como eu sou,
infinitude de potências.
Compreendo agora:
como és o mundo,
sou do mundo.
Meu trampolim.
Caleidoscópica, sou muitos;
múltiplas, me amplia;
tantas, fácil perder-se...
Me perdi, não te perdi.
Estás em mim,
impossível esquecer.
Te reencontrei em mim
quando já não te queria.
Tens presença - és raiz.
Hoje sei como me impregnas,
(intenso contraditório da experiência)
és impulsora do desejo infinito.
Por ti sou forte!

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