Onde tudo isso vai parar?
Me diga, aonde vai?
Caio dentro de mim
e me descubro
cada vez mais.
Me descubro,
o cobertor sufoca,
o pensamento não para.
Quero mais
de mim mesmo.
Não há saída,
só entrada.
Um sufoco e uma alegria,
passo por tudo, amplio-me.
Em outros, sou tantos.
Desejo todos
para ser vários.
Quanto entusiasmo!
Não cessa.
Saio à noite,
o corpo fica, delira.
Vou, vou, encontro tantos
outros em mim.
Delírio, assim, viver...
(Aí eu não paro de escrever. O que há com as palavras que me assaltam tão insuportavelmente? Agora, por exemplo, eu preencheria o mundo com palavras. Como pode ser assim, se há pouco eu as tanto procurava?)
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