Silêncio, o silêncio.
Este será o ano do silêncio.
E da delicadeza.
Não direi mais nada.
E sentirei tudo.
O essencial, o afeto.
Amarei e ponto.
O amor e nada além.
Só o amor.
Perceberei cada sutileza
de um dia de verão
- o mais quente -
ou de um dia de inverno
- o mais frio.
E não falarei nada,
não pensarei nada.
Serei leve
nas tardes mais pesadas.
Serei o mais quieto dos amigos
em suas falas mais desesperadas
de terrível dor.
Meus amigos não sofrerão.
Serão suaves,
como eu sou.
Com o silêncio e a delicadeza
serei eu, tão-somente eu,
o que desejo para o ano.
Silêncio, silêncio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário