15.9.13

Sem medeios

É preciso ir além. Ser visceral. Soltar todas as emoções. Sentir, sentir e sentir! Tem que vir lá de dentro. Vem lá de dentro. Sai com emoção. A emoção pura. Sem mediações. É fogo, é lava, é paixão, é fúria, é raiva, é beijo, é língua, é desejo, é lascívia, é porra, é cu, é caralho, é buceta! Se faz na delicadeza. Vem lá de Jorge Ben, passando por Tim Maia, chegando quando do canto dos pássaros numa manhã de domingo, depois de uma noite não dormida. Em sonho. Simplesmente é lindo, pois é gostoso, é delicioso. É simples. O não pensado, o inflado e o desbocado. Aquele que é aberto ao mundo. Aquela que sorri. Desde a parte de baixo, tirando a parte de cima. O clímax, o êxtase, o sexo, o delirante, o meio, a curva, o labirnto, o caju e o suco, a seiva e o delírio, a praia, o sol, a areia e, sobretudo, o suor. Sem esquemas, mas sem negativo. Incoerência, sim! Incompetência, não! Aí se mediria. Não há medida. O sem fim. A noite é mais longa que o dia. O gozo não é todo o sexo. O voo é o céu, mas não é todo o céu. Vem, vem, vem, vem nos meus braços. Nos braços, porém não é meu. Nem é minha; a paixão é por aí, entre tudo. Entretenha-me. Não manda, deseja! É tudo em todos!

Nenhum comentário: