"O esforço que faço para traçar o contorno, cinzelar, demarcar, separar, simplificar, é ridículo. Devo fluir multilateralmente. Ao menos aprendi uma grande lição: a pensar, mas a não pensar demais - para eu poder me deixar levar e, quando as coisas acontecerem, não levantar uma barricada intelectual contra elas, interferindo no movimento da vida com preparações excessivas. Penso apenas o suficiente para manter vivo um estrato superior de consciência, enquanto escovo o cabelo, toco meu rosto, pinto as unhas e escrevo meu diário - nada mais. O resto do tempo eu passo trabalhando, copiando, trabalhando. E me deixo levar pelo ímpeto".
[Anaïs Nin, in: "Incesto"]
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