O que se avizinha sem se perceber:
a presença não se sente, nem se entrega.
À espreita, sem qualquer vislumbre.
Qual sua imagem, qual sua fragrância,
não se sabe, nem se quer deixar
abarcar por aquilo que é falta.
Pouco se encaixa, tudo extravasa
ou se liquefaz. Por entre os cabelos
os dedos não tateiam; penetram
as dúvidas, em ti, teu medo,
a desconfiança sobre o que queres -
queres? Se faz, sorrateira,
embebida em malemolência,
o que é sendo, o que não é.
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