quero a loucura. loucura me tenha! conduz meu corpo e minha alma pelas ruas malemolentes da cidade. a doce loucura, seu perfume inebriante, sua mão leve, seu cabelo sedoso e revolto, sua felicidade transbordante. loucura, seja minha guia, seja minha escrita!
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não sou eu quem escreve. são as palavras que me escrevem. são as palavras que se descrevem. por vezes, são elas mesmas. por vezes, são ideias. muitas vezes são o nada, o doce nada.
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ah, será isso a felicidade, a doce felicidade?
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Um comentário:
o delírio das palavras. sedutoras, fiéis, consoladoras, gozosas. o prazer de escrever. o prazer total de ler. e reler. vai, flaviatã.
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