12.8.13

Poema sujo

Em dias de vento
o coração se cobre menos.
A emoção do cão que se conduz
toca o coração do vento.
Uivos pulsam pelo espaço empoeirado
de uma noite sórdida de outono.
O cume do morro não é visto.
De lá, o coração uiva, em meio à névoa.
Bate mais forte o desalento,
enebria-se mais o fraco,
sitiado em fétido bar de esquina.

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