Delírios febris,
nuvens lá fora,
garoa úmida.
Peito cheio
de lembranças infantis.
Deito na cama
da adolescência confusa.
Confundo as emoções,
a febre sobe
e junto as recordações.
Algumas mais recalcadas
do que outras.
Compreendo que somos vários.
Eu, vários de mim,
hoje e na adolescência,
sou muitos, agora,
que se distanciam
e se aproximam
do que eu sonhara
nesta cama.
Em muitos anos,
eu sou e eu era
múltiplos de mim.
A febre baixa.
O delírio revela
o prazer de ser
diferentes.
(anotações: email pra mim mesmo; encontro: um meio pra mim; metade do mundo: meio, pra mim; introspecção: meio pra mim)
19.8.13
Febre
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