22.8.13

Quadriláteros

Nada temer das palavras
Apenas deixar rolar
Os sentimentos soltar
Voar como as araras

***

O tédio paira no ar
Cadê meu mar?
Quem vou amar?
Tenho a vida para decifrar

***

Teu rostinho colado ao meu
Hoje à noite te quero no breu
Do quarto pra bem gritar: fudeu!
Prometo que serei todo teu!

***

É sexta-feira
Vem minha camareira
Não ser freira
Mas, sim, feiticeira!

***

Suruba em minh'alma
O corpo não se acalma
Para vocês eu bato palma
Eu também quero a Thalma!

***

Viver em eterno desejo
No coração não faço despejo
De qualquer sentimento que entrevejo
Como algo verdadeiro pelo qual pelejo

***

Meu poema é rôxo
Não é côxo
Nem é frôxo
Muito menos xôxo!

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