(anotações: email pra mim mesmo; encontro: um meio pra mim; metade do mundo: meio, pra mim; introspecção: meio pra mim)
28.11.16
como amar, também aprendi
o amor não finda, se sabe que sempre se está a aprender a amar. o amor finda e acaba em rancor e ressentimento desde quando se pretende saber tudo sobre o amar. o amor é surpresa, é espanto, é vislumbre, é estalo. amar tampouco é rivalidade, disputa egoica, competição intransigente. amar nem é salvação, o último suspiro que traz o paraíso. amor é terreno acidentado, mas acolhedor. é natureza selvagem, aquela a exigir humildade e desprendimento, confiança e coragem. um tanto cabana no campo ou casebre na praia, quando a noite gelada e a densa maresia impregnam a pele com a frescura do inexplorado. amar não é condição palpável. e o amor, tão perigoso e acolhedor, ainda é aventura desprendida, que junta, espalha e faz borbulhar o inesperado ar da renovação e reposição do incessante sonho do prazer.
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