Sou água que move moinhos,
força bruta da beleza,
o cair da cachoeira,
florescência de selvagem prado.
Me atravessa o fogo
e queimo em cerrado inverno.
Vento que arde a brasa,
tenho o sal por onde navego.
Delicado experimento do amor,
em descalça terra finco raízes,
atravessando vidas de mil cosmos
pouso em ventre de acolhida calmaria.

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