26.6.16

ardor

virtudes perambulando
nuas, como escárnios
sem protuberâncias cínicas
vivências de espécimes
lúgubres do resplandecer
viva o cosmos, o som da expansão!!
vento, vento e vento, virulência
peso do astrolábio nas costas
buscando a pá do sal sobre a flor
cai o mar e todo o seu pudor
cai o doce ardor do céu em cor
ritmo lento é névoa que desce
e pontua o ensandecido amor.

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