(anotações: email pra mim mesmo; encontro: um meio pra mim; metade do mundo: meio, pra mim; introspecção: meio pra mim)
4.9.16
Um tal prazer
Os cavalos de fogo em verborragia anárquica pela benevolente paixão estão em êxtase desde o vislumbre da proliferação do amor na corrente, sanguínea, enquanto o céu emudecia sobre a discrepância da paisagem delirante do frio de setembro, não há referência que justifique, estandarte que suporte a vicissitude das pequenas partículas de areia que adentram sua aura, ele e ela e mais ele juntos nus, sucumbindo ao sim, sentindo a palavra amor - a mais frequente referência rotina humana dos últimos mil anos -, rindo sobre a água a escorrer pela banheira, a porta que se abre, associações que se fecham, amplitudes até antes ignoradas se projetam no pequeno tijolo oculto à esquerda do balcão, quais serão os céus e os limites a ignorar - não, talvez não queira deixar que o resquício de uma paixão esquecida afete suas projeções -, se a pujança do inseto instigar a vigilância, acabou-se, acabou-se, pedras roídas por ratos gigantes, ondas de pó que sacodem os orifícios, os surfistas dormiram na praia seca pela manhã, meu amor acordou agitado às três da madrugada, sonolento céu de infindáveis alucinações.
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