quando éramos pedra e sal
milhões de estrelas
galopantes tertúlias armadas
o verbo em desejo
ventos.
misturava meus sonhos
ensandecia teus rastros
pólvora inebriante do caos
tempos de céus em cobre
lua em formação
e instantes minerais.
é profunda a marca do porvir
embaralham-se limites e vontades
miligramas de areias, um deserto
forjam-se espadas, cânticos e ribaltas
é explosão e dor, grito e espanto
deságua em mar, acúmulo de eras
irresistível cósmico querer.

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