(anotações: email pra mim mesmo; encontro: um meio pra mim; metade do mundo: meio, pra mim; introspecção: meio pra mim)
27.1.16
Tarde infinda
O céu em fogo e o azul tomava a cabeça. Horas de fim em desaguar de estrondos. Das águas o sal que enriquecia a espiral da tranquilidade - amar era o círculo e o aqui-agora bastavam. Miligramas de herança cósmica impulsionavam o rebento do nada, reintroduzido a cada instante de êxtase. Olhar era só mirar dentro de si e, por fim, encontrar o universo e sua magia. Fundir-se já era sentir. Enquanto tudo acontecia, pouco se passava. E o conjunto de águas se fazia em inúmeros saltar, que o testemunhar agradecia. A graça do alaranjar impactava desde o mínimo detalhe até toda extensão do momento.
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