Saio pro mar,
a cabeça finge que pensa.
Grãos de areia conservam o tempo.
Por um pequeno buraco
no céu
o azul se desfaz.
Surge sorrindo o alaranjado
- sorriso só de lábios e bochechas.
Pra fechar o buraco
do céu,
estrelas de unir pontos.
E deixar mais escuro
o tampo da cabeça.

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