16.6.14

Pôr das cores

Saio pro mar,
a cabeça finge que pensa.

Grãos de areia conservam o tempo.

Por um pequeno buraco
no céu
o azul se desfaz.

Surge sorrindo o alaranjado
- sorriso só de lábios e bochechas.

Pra fechar o buraco
do céu,
estrelas de unir pontos.

E deixar mais escuro
o tampo da cabeça.

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