De lá do fundo
ele me toma.
Assalta o corpo,
a mente e o espírito.
Aí, não faço Nada...
Ele, sim, é feito do Nada
- se o Nada
dele não for feito...
Nada por Nada.
Sem objetivo,
nem sentido,
muito menos razão.
Tento tomar,
assaltar, arrancar...
Só com muita leveza
posso alcançar.
Aí, então, me diz:
"de nada!"
E eu agradeço:
"por nada."
A desgraça
é que o quero
por tudo.
E ele, Nada.
A verdade
é que Nada
me satisfaz.
Pois é infinidade,
instante
de todo desejo.
O Nada
que se faz
em um doce Beijo...
ele me toma.
Assalta o corpo,
a mente e o espírito.
Aí, não faço Nada...
Ele, sim, é feito do Nada
- se o Nada
dele não for feito...
Nada por Nada.
Sem objetivo,
nem sentido,
muito menos razão.
Tento tomar,
assaltar, arrancar...
Só com muita leveza
posso alcançar.
Aí, então, me diz:
"de nada!"
E eu agradeço:
![]() |
| "L'Origine du monde", Gustav Courbet |
A desgraça
é que o quero
por tudo.
E ele, Nada.
A verdade
é que Nada
me satisfaz.
Pois é infinidade,
instante
de todo desejo.
O Nada
que se faz
em um doce Beijo...

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