E essa noite, de bárbaros e barbáries.
Noite para uivar à lua.
E uivamos!
Todos juntos, em uma só pessoa, uivamos.
O vinho aqueceu a boca e o corpo.
Me aqueceu, não aquietei, até agora.
Danças hipnóticas no gramado,
lua que iluminou meus pés, e meus passos.
Não deixar escapar nada, pelo que fosse desejo.
A aranha que nos acompanhou, a poeta.
Os cachorros que eram meus e nossos.
O leite condensado que não foi.
A esperança de ser, sendo.
Raulzito, meu amor, você estava aqui.
E te oferecemos, o vinho.
E sorvemos todos os teus afagos, todas as tuas letras.
Declamamos a ti, lua, esta noite,
de sonhos e de aberturas.
Conheci tu e tu e tu e tu e tu e eu,
em um deleite de gostosura.
Fizemos um nhoque!
Até a próxima poesia!

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